No município, 13 mil crianças precisam de mediadores

 

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro promove, nesta sexta-feira (16), uma audiência pública para debater a falta de mediadores nas escolas públicas para auxiliar no aprendizado de crianças e adolescentes com deficiência. O debate acontece na sede da instituição (Avenida Marechal Câmara, 314, 4º andar) e em plena Paralimpíada – evento que tem como objetivo promover a inclusão e destacar a superação das pessoas com deficiência. A entrada é livre.

Organizada pela Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdedica) e pelos Núcleos da Fazenda Pública e de Atendimento à Pessoa com Deficiência (Nuped) da Defensoria, a audiência resulta do aumento no número de mães e pais que buscaram a DPRJ por causa da falta de mediadores na rede de educação inclusiva, que atende pessoas com deficiência, transtorno de desenvolvimento e altas habilidades (superdotados). 

A defensora e subcoordenadora da Cdedica Elisa Cruz explicou que a Defensoria instaurou um procedimento para apurar as denúncias e constatou a carência desses profissionais. Nas escolas do município, seriam 150 agentes de educação e 665 estagiários para atender pelo menos 13 mil crianças que fazem parte do programa de educação inclusiva.

Já na rede de ensino estadual, as estimativas apontam a existência de 4.432 alunos com deficiência, sendo 269 deles com transtornos globais de desenvolvimento e outros 217 com altas habilidades. Mas o número de mediadores está muito abaixo do necessário – haveria apenas 304 interpretes para atender estudantes surdos ou com deficiência auditiva e 129 cuidadores.

Além do déficit de mediadores, a audiência pública vai debater também a amplitude da atuação e a capacitação dos mediadores. Entre as queixas registradas pela Defensoria está a falta de cuidados físicos das crianças com mobilidade restrita. Elisa ressalta que o debate irá subsidiar as próximas ações da instituição para garantir a assistência desses profissionais aos alunos com deficiência.

– O objetivo do evento é avançar na efetiva inclusão das pessoas com deficiência, de modo a permitir que a educação saia do plano formal para o material a fim de formar pessoas autônomas – destaca a defensora. 



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