ATENDIMENTO AO CIDADÃO

Julgamento foi iniciado na manhã desta terça-feira (24) e continua amanhã (25)

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) esteve, nesta terça-feira (24), no Supremo Tribunal Federal (STF), para atuar como assistente de acusação no julgamento dos réus acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Estiveram presentes os Defensores Públicos do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) Pedro Paulo Lourival Carriello e Fábio Amado de Souza Barreto. 

Representando Marinete da Silva, mãe de Marielle Franco, e Ágatha Arnaus Reis, viúva do motorista Anderson Gomes, os Defensores Públicos sustentaram que a acusação não se fundamenta apenas nas delações dos executores do crime, mas em provas consistentes e em elementos concretos reunidos nos autos. Destacaram ainda a contextualização do crime no cenário político do estado e a atuação de milícias em disputas fundiárias.

— Quem melhor conhece a milícia, a máfia, é quem faz parte dela. É quem tem o poder econômico, de força, de execução, de estabelecer regramentos e limitações. É esta violência na qual o Rio de Janeiro deságua, evidente e infelizmente — reforçou o Defensor Público Pedro Paulo Lourival Carriello.

Neste sentido, o Defensor Público Fábio Amado também reforçou:

— Pela perspectiva das vítimas, garantir a participação no processo, preservar a memória, desvelar a verdade, efetivar a justiça e assegurar reparação integral são pontos essenciais nesse julgamento — afirmou o Defensor Público Fábio Amado.

Nesta terça-feira (24), a sessão foi dedicada às sustentações orais da acusação, assistências e defesas dos réus. O julgamento tem transmissão ao vivo pela Rádio e TV Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Texto: Ana Clara Prevedello



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