ATENDIMENTO AO CIDADÃO

Em alusão ao Dia Mundial da Reciclagem, celebrado em 17 de maio, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) destaca iniciativas voltadas à gestão sustentável de resíduos em suas sedes. Desde 2022, a instituição vem ampliando ações como a coleta seletiva, a logística reversa de papéis e a implementação de pontos de coleta solidária, promovendo práticas mais conscientes no ambiente institucional.

Iniciativas como o programa Preserve têm ampliado o engajamento em práticas sustentáveis, incentivando a participação de servidores e do público no descarte responsável de resíduos como tampinhas plásticas, lacres de alumínio, cápsulas de café, pilhas e baterias. Atualmente, o ponto de coleta mais expressivo da DPRJ está localizado na recepção do 13º andar do Edifício Garagem Menezes Côrtes, uma das maiores sedes da instituição, com circulação diária de mais de 900 pessoas.

Desde outubro de 2022, até abril de 2026, mais de 10,9 toneladas de materiais recicláveis foram destinadas a cooperativas, contribuindo para a redução do envio desses resíduos a aterros sanitários e fomentando o trabalho de cooperativas de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, além de fortalecer outros atores da cadeia da reciclagem.

– Na DPRJ, além da estruturação da coleta seletiva, buscamos promover ações contínuas de educação ambiental e estimular uma reflexão sobre a auto responsabilidade na geração e no descarte correto dos resíduos, incentivando o uso adequado dos coletores e evitando descartes indevidos que prejudiquem o fluxo da reciclagem –  com isso buscamos contribuir para uma mudança de cultura que ultrapassa o ambiente institucional e incentiva práticas mais sustentáveis também nas casas e comunidade – concluiu a coordenadora de Sustentabilidade Ambiental da Defensoria Pública, Camila Valls .


Outro destaque é a logística reversa dos papéis gerados nas sedes da DPRJ em todo o estado, permitindo o encaminhamento seguro do material para reciclagem com proteção de dados. A iniciativa contribui para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de otimizar recursos ao aproveitar rotas logísticas já existentes e reduzir custos operacionais. Em reconhecimento à prática, a DPRJ conquistou o 2º lugar no 10º Prêmio A3P, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente. Em dois anos, cerca de 18 toneladas de papéis foram recicladas com proteção de dados por meio desse fluxo.

As iniciativas reforçam o compromisso da Defensoria com a sustentabilidade e a conscientização ambiental, estimulando servidores e colaboradores a adotarem práticas mais responsáveis no dia a dia e contribuindo para a construção de uma cultura institucional mais sustentável.

Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), o Sudeste concentra cerca de metade de todos os resíduos sólidos urbanos gerados no país, com mais de 40 milhões de toneladas produzidas em 2024. Apesar do volume expressivo, apenas 8,7% dos resíduos secos gerados no Brasil foram encaminhados para reciclagem. O estudo aponta ainda que quase 65% dos materiais enviados à reciclagem passaram pela coleta informal, realizada principalmente por catadores autônomos e, muitas vezes, de forma precarizada. Já no Estado do Rio de Janeiro, levantamento da Firjan com dados de 2023 indica que apenas 1,5% dos resíduos sólidos urbanos coletados passaram pela coleta seletiva.

Texto: Leonara Moura



VOLTAR