
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) ingressou oficialmente no processo que investiga o feminicídio da fisioterapeuta Priscila Haubrich, de 41 anos, morta no fim de julho no município de Petrópolis, na Região Serrana. A Instituição atuará como assistente qualificada da vítima em favor da irmã, Flávia Nunes, por meio das ações integradas do Programa Travessia.
Paralelamente, a Instituição também assumiu a representação de Flávia Nunes, vítima no processo que apura o crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica. O acusado, ex-companheiro de Priscila Haubrich, já respondia à ação penal pela suposta agressão contra a ex-cunhada quando ocorreu o feminicídio.
A atuação foi viabilizada após acionamento da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O atendimento e o acolhimento presencial da família foram realizados na última sexta-feira (07), na sala da própria Comissão, conduzidos pela Defensora Pública e Coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da DPRJ, Thaís dos Santos Lima.
A Defensoria Pública também encaminhou a família ao Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam) Marcia Lyra para acompanhamento psicossocial.
Programa Travessia e assistência qualificada
Criado para oferecer suporte especializado a vítimas indiretas (familiares) e sobreviventes de feminicídio, o Programa Travessia assegura representação jurídica contínua e humanizada.
A atuação da Defensoria Pública na defesa das vítimas de violência doméstica é um direito garantido por lei (arts. 27 e 28 da Lei Maria da Penha). O serviço está disponível gratuitamente para todas as mulheres no Estado do Rio de Janeiro.