
A dinâmica se propõe a construir um ambiente seguro de escuta e troca, no qual cada pessoa possa compartilhar sua história e suas expectativas para o futuro.
Na última quarta-feira (23) ocorreu a 5ª edição do Famílias em Círculo, iniciativa do Polo de Mediação e Ações Restaurativas (POMAR), evento organizado especificamente para famílias que acabam de receber o laudo de DNA com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), reunindo parentes e filhos para tornar todo o processo complicado e burocrático de reconhecimento de paternidade mais humano, fortalecendo a rede de apoio neste momento.
Desta vez, 15 famílias foram atendidas no que a Subcoordenadora do POMAR, Larissa Davidovich, descreve como um Círculo Restaurativo, ou seja, uma roda de conversa entre os assistidos sobre a reconfiguração e os próximos passos a se tomar nesta situação. A dinâmica se propõe a construir um ambiente seguro de escuta e troca, no qual cada pessoa possa compartilhar sua história e suas expectativas para o futuro.
No evento, conduzido pela Subcoordenadora do POMAR, Larissa Davidovich, ocorre a aplicação da metodologia dos Círculos de Construção de Paz, inspirada em práticas restaurativas, que aborda tópicos importantes como parentalidade, cuidado, responsabilidade e convivência familiar, sempre com uma questão central que guia a iniciativa: “Que família queremos construir?”
— O reconhecimento da parentalidade não termina com um resultado de DNA. A partir dali, começa uma nova história. E o nosso trabalho é criar um espaço para que essa história possa ser construída com diálogo, responsabilidade e cuidado — afirma Larissa Davidovich, Subcoordenadora do POMAR.
Construindo novas vivências familiares
De acordo com o Portal da Transparência do Registro Civil, 173.112 crianças nascidas em 2025, cerca de 6,9% do total de nascimentos no Brasil, foram registradas sem o nome do pai na certidão de nascimento. No Estado do Rio de Janeiro, foram 12.883 registros, representando 7,77% do total de nascimentos, percentual superior à média nacional. Buscando reverter tais dados tão alarmantes, a DPRJ, a partir dos trabalhos elaborados pelo POMAR, atua constantemente no apoio a famílias vítimas de abandono parental, ou com situação incerta quanto à paternidade.